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terça-feira, 15 de março de 2016

Os 100 anos do "Fidalgo" capixaba

O Cachoeiro F.C., fundado em 9 de janeiro de 1916, na cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, completou seu centenário neste ano de 2016. É um dos clubes mais conceituados do Estado, sendo chamado de “Fidalgo” por seus torcedores, em razão de ter sido fundado por pessoas de famílias tradicionais e influentes da sociedade local.

É o clube mais antigo em atividade no município de Cachoeiro de Itapemirim e no Estado. Em seus jogos sempre comparecia um grande número de torcedores, especialmente quando o adversário era o Estrela do Norte F.C., seu grande rival, fundado em 16 de janeiro de 1916. O primeiro jogo entre eles foi disputado em abril desse ano e o resultado foi um empate sem gols.

Ainda em 1916, o presidente do clube, desportista José Moreira de Abreu começou a construção do campo de futebol. Já na década de 1920, o presidente Godofredo Chaves Baião, foi responsável pelo erguimento de uma arquibancada de madeira, o que tornou o clube um dos modernos do Estado na época.

No período de construção, como medida de economia, o Cachoeiro paralisou temporariamente suas atividades esportivas.

Em 1944, o Cachoeiro F.C. conquistou seu primeiro grande título, Campeão Sulino, quando utilizou um grupo composto pelos seguintes atletas: Waldir Portes, Luiz Pretti, Delson, Manoelito, Lídio, Otávio, Joemir, Nilsinho, Armênio, Amâncio, Nerinho, Rúpter e Alcino. O time era dirigido por Daniel Israel e pelo Professor Florisbelo Neves.

Em 1946 foi campeão da cidade. Em 1948 foi campeão estadual, sendo o primeiro clube interiorano a alcançar tal feito. O título foi decidido em uma melhor de três contra a Vale do Rio Doce, atual Desportiva Capixaba.

No primeiro jogo, realizado em Cachoeiro de Itapemirim, o Cachoeiro F.C. venceu por 4 X. 3. No segundo em Vitória, perdeu por 4 X 1. E no último, também realizado em Vitória, no estádio Governador Bley, em Jucutuquara, venceu por 7 X 2, sagrando-se campeão.

Nos dois primeiros jogos a arbitragem foi capixaba. Na decisão, por exigência do Cachoeiro, o trio de árbitros veio do Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas pelo time de Cachoeiro do Itapemirim. A equipe de 1948 é considerada a melhor de toda a história do clube.

Nos anos 50 o Cachoeiro F.C. foi o time que mais ganhou títulos no Sul do Estado, o que se repetiu na década seguinte. Foi nessa época que o campo foi aterrado, para evitar os constantes alagamentos decorrentes das fortes chuvas e as velhas instalações demolidas.

Em vista disso o Cachoeiro teve de usar o Estádio Elpídio Volpini, do Ouro Branco, no Bairro Independência. Foi um tempo de boas recordações, visto que o clube conquistou o bi - Campeonato Sulino de Profissionais (1969/1971), vencendo o Estrela do Norte F.C. nas finais. Em 1970, não houve campeonato.

Em 1974, o Cachoeiro F.C. parou suas atividades profissionais, mantendo somente do Departamento Amador, mas formando sempre bons times e revelando jogadores.. Somente no fim da década de 1970, quando o presidente era Genildo Patrício, conseguiu reconstruir os alambrados. Mas continuou com as atividades amadoras, prestigiando às categorias de base.

Nas décadas de 1980 e 1990, nas administrações dos presidentes Genildo Patrício, José de Alencar Beiriz Aarão e Irlando Antônio Viana Filho, é que foi construída a sede administrativa do clube.

Em 1994, o Cachoeiro F.C., retornou ao profissionalismo, disputando o Campeonato da 2ª divisão capixaba, classificando-se em 5° lugar entre 12 equipes.

Como o Estádio Moreira Rebello não ter sido aprovado na vistoria realizada pela Federação Capixaba, o clube teve que jogar na praça de esportes do Grêmio Santo Agostinho, no bairro Vila Rica e no Estádio Mario Monteiro, do rival Estrela do Norte F.C., no bairro Sumaré.

Em 2000, as obras de melhorias no Estádio Moreira Rebello foram retomadas, visando o retorno ao profissionalismo. E sagou-se campeão capixaba da 2ª Divisão, ganhando o direito de disputar a Elite estadual no ano seguinte.

Em 2001, o time de Cachoeiro do Itapemirim, após ser campeão da Seletiva da Copa do Brasil, fez uma partida memorável no Maracanã contra o Fluminense. O time base era Dirley – Carlos – Chagas - Pádua e Romildo. Adauto - Carlos André - Marcão e Joãozinho. André Biquinho e Fábio Vigo.

Em 2013 retornou oficialmente ao futebol profissional, tendo disputado a Copa Espírito Santo, participando de uma chave que ainda tinha o Pinheiros, da cidade de igual nome, Rio Branco, de Vitória e Grêmio Esportivo Laranjeiras (GEL), de Serra.

Títulos estaduais: Campeonato Capixaba (1948); Campeonato Capixaba da Segunda Divisão (2000); Vice-Campeonato Capixaba de Futebol (1930, 1944 e 1950); Vice-Campeonato Copa Espírito Santo de Futebol (2013).

Outras Conquistas: Campeonato Sulino Capixaba (1944, 1950, 1951, 1952, 1953, 1969 e 1971); Campeonato Sulino Amador (1959 e 1960); Torneio Seletivo Capixaba da Copa do Brasil (2001); Categorias de Base: Campeonato Sulino Sub-21 (2000); Campeonato Cachoeirense de Juniores (2001); Campeonato Cachoeirense Juvenil (1957 e 2001); Campeonato Sulino Juvenil (1978, 1979 e 1980) e Campeonato Sulino Infantil (1965, 1966 , 1967 e 1995).

A mascote do Cachoeiro é a “Arara Vermelha”, criada em 9 de julho de 2003, após várias pesquisas. O autor do desenho foi o webdesigner Alex Cardoso. (Pesquisa: Nilo Dias)

1948. Cachoeiro F.C., campeão estadual. Em pé: Eurico Monteiro de Castro (técnico) - Ramón - Alcino - Zé Neves - João Paris - Manoelzinho e Guga Moura (dirigente). Agachados: Otaviano - Nely - Aldemir - Assadinho - Espinho - Bronze e Catiquinha. (Foto: Acervo do clube)

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