Boa parte de um vasto material recolhido em muitos anos de pesquisas está disponível nesta página para todos os que se interessam em conhecer o futebol e outros esportes a fundo.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Caixões mortuários de premiação

Quando se pensa ter visto um pouco de tudo neste mundo de Deus, eis que de repente surge algo novo e porque não dizer, quase inacreditável. Alguém por acaso já pensou em um torneio de futebol que oferece como prêmios caixões de defuntos?

E isso é realidade. Em um gramado sintético chamado de “La Bombonera”, na cidade peruana de Juliaca, no sudeste do país, fronteira com a Bolívia, 3.824 metros de altitude, foi disputado em maio deste ano pela primeira vez a “Copa Ataúdes”.

Trata-se de um torneio amador de futebol soçaite, que em vez de troféus, medalhas e dinheiro premiou os três clubes melhores classificados com caixões mortuários, uma inovação ao menos curiosa.

Nesta primeira edição da competição, participaram 12 equipes, representando 12 funerárias da região. E os nomes dos times estão bem de acordo com essa atmosfera funesta. Senão, vejamos: "Descanse em Paz", "Último Adeus”, “Os Anjos”, “Deus te espera”, "Estrada para o Paraíso" e "Sonho Eterno", são alguns exemplos.

À primeira vista, parece pouco vantajoso para os jogadores participarem de tantas partidas apenas para conquistar um caixão que terá de ser dividido com os outros membros da equipe.

Isso, no entanto, não impossibilitou que os rapazes da “Funerária Flores”, os vencedores do torneio, desfilassem, cheios de orgulho, com um caixão de luxo em seus ombros. A Funerária “Hermanos Hancco”, conquistou o segundo lugar e a terceira posição ficou com a ”Funerária Virgen de Fátima”.

A peça, avaliada em 4,5 mil sóis peruanos — aproximadamente 5,3 mil reais na cotação atual —, é bem mais sofisticada do que as recebidas pelos segundo e terceiro colocados na insólita disputa.

Os organizadores da “Copa Ataúdes”, de Juliaca demonstraram orgulho em serem os primeiros do mundo a oferecer urnas mortuárias como prêmios em uma competição esportiva e garantiram que, na próxima edição do evento, modelos ainda mais caros e opulentos estarão em jogo.

Nada foi dito sobre como os membros das equipes vencedoras pretendem dividir a recompensa. Especula-se, porém, que eles venderão os caixões e dividirão o lucro entre si.

Os jogadores vencedores, gritando”, “Olé, olé, campeines”, carregaram nos ombros o ataúde que receberam como prêmio e deram a volta olímpica no gramado.

Depois posaram junto ao caixão para fotografias que acabaram viralizando nas redes sociais.

Os organizadores do torneio anunciaram que no próximo ano serão 40 funerárias competindo e serão oferecidos mais caixões aos primeiros colocados. 

Aqui no Brasil ocorreu algo parecido, mas não em jogos de futebol, sim a promoção de uma rádio de Curitiba que lançou um concurso para saber quem acertaria o nome do cantor da música "A morte não marca hora".

O prêmio para lá de estranho era um caixão de defunto. No condomínio onde reside a vencedora, os vizinhos ficaram curiosos, mas se divertiram com a cena e para saber como Andreza conseguiria guardar o caixão num apartamento de apenas dois quartos. 
E também não faltaram palpites bem-humorados dizendo o que ela deveria fazer com o prêmio. 

Ainda no rádio. O popular locutor, Josemar Tavares, da radio comunitária Rainha FM, de Itabaiana (SE), tem sido destaque em vários blogs e portais de notícias de Pernambuco e da Paraíba, tendo em vista sua inusitada promoção, em que oferece ao ouvinte que ligar para a radio e solicitar participação, ganha na hora um caixão de defunto como prêmio.

Abaixo o anúncio na íntegra:

Doa-se um Caixão em ótimo estado de conservação, se você por ventura tem alguns parente com o pé dentro da cova e outro fora, ligue e participe do “Jornal da Manhã”, 1° Edição de 7:00h às 8:00 hr na Rainha FM 87.9 com Josemar Tavares e Valmir Pereira e conte a sua situação, ligue (83) 3281-2117 e fale ao vivo.

Outra historinha interessante e ao mesmo tempo mórbida aconteceu durante a “Exposição Funerária" realizada em Jacareí (SP). A jovem Bruna, que entrara na exposição por pura curiosidade e pagara ingresso não sabia que estava concorrendo a prêmios oferecidos pelas funerárias participantes.

Foi quando o alto falante anunciou que o ingresso de número 1.463 estava premiado. Abriu a bolsa e viu que era o dela. Foi receber o prêmio e teve uma enorme surpresa: era um caixão de defunto, do tipo “Barbie”, criado como opção para as mocinhas, pequeno, cor-de-rosa, com lacinhos no forro, que custa por volta de R$ 1.080.

Sua primeira reação foi de susto. Um caixão de defunto! O que faria com aquilo? Pensou em fingir que não era com ela, mas uma sua irmã não concordou, dizendo que “caixões de defunto não são baratos, e não é todo dia que a pessoa recebe um caixão de graça. E, considerando que todos têm de morrer, certamente esse caixão acabaria sendo usado”.

Ainda contrariada, dirigiu-se ao lugar onde estavam os organizadores e identificou-se como a ganhadora do sorteio. Recebeu efusivos cumprimentos, e em seguida mostraram-lhe o caixão a que ela fizera jus.

Ela estava a ponto de chorar. Isso não é um presente, pensava, é uma maldição. Da qual só havia um meio de ela se livrar: dando o caixão de presente para a Barbie. Só que, como se sabe, bonecas não morrem. É uma das vantagens que levam sobre os seres humanos.(Pesquisa: Nilo Dias)


Time vencedor e seu "prêmio".

Os campeões desfilam com o "troféu".

A "premiação" foi exposta ao público.

terça-feira, 7 de maio de 2019

A morte de Alexandre Bueno

Morreu hoje na Santa Casa de Santos, onde estava internado, o ex-jogador de futebol Alexandre de Gusmão Bueno, também conhecido por “Alexandre Jacaré” e “Alexandre Tubarão” (porque tinha a boca grande), que jogou no Santos, Botafogo, de Ribeirão Preto (SP) e Grêmio Porto Alegrense, entre outros.

Tinha 67 anos e a causa da morte foi falência múltipla de órgãos, ocasionada por cirrose hepática. Nos últimos anos ele vinha sofrendo com problemas causados pela hepatite, doença comum entre os jogadores de sua geração.

O sepultamento aconteceu às 15h30, de hoje, no Cemitério de Praia Grande, cidade paulista onde residia.

Nascido em 17 de dezembro de 1951. Tratava-se de um grande jogador, meia esquerda armador refinado, dava gosto vê-lo jogar.

Começou a carreira de futebolista nas categorias de base do Santos, mas sem grandes oportunidades foi jogar no Botafogo, de Ribeirão Preto, em 1971. Dois anos depois foi para o Guarani, de Campinas, ajudando o time em suas primeiras participações no “Campeonato Brasileiro”.

O futebol refinado e o jeito irreverente marcaram época no “Brinco de Ouro” nos anos que antecederam o elenco campeão brasileiro de 1978.

No biênio 75 e 76, atuou no Grêmio, de Porto Alegre, onde viveu o melhor momento da carreira, embora fosse em uma época que o rival Internacional era hexacampeão gaúcho e posteriormente tricampeão brasileiro (75, 76 e 79). Nos dois anos que defendeu a equipe do Olímpico foi vice-campeão estadual e o ”Colorado” comemorou o octacampeonato.

Depois disso foi para a Portuguesa de Desportos, onde jogou entre 77 e 78, e no Goiás, em 78 e 79. No ano seguinte foi contratado pelo São Paulo e como reserva de Aílton Lira. Participou da campanha do título paulista daquele ano, na chamada "Máquina Tricolor".

A partir daí começou a rodar por vários clubes do país, virando um andarilho do futebol. Jogou no Atlético Goianiense, Comercial, de Campo Grande, CRB, São José, XV de Jaú, Juventus, Inter de Limeira, Portuguesa Santista, Londrina, Brasília, Ceará, novamente no Botafogo, de Ribeirão, e na Saltense, equipe extinta de São Paulo, onde encerrou a carreira em 1986.

Jogou em 23 clubes e acumulou muitas histórias, inclusive, de supostos "bons" treinadores. Foi um jogador irreverente, mas um  craque. Sua especialidade era colocar a bola por entre as pernas, popularmente chamada de "no meio das canetas".

Após o encerramento de sua carreira, Alexandre Bueno fixou residência na Praia Grande e continuou ligado ao futebol. Foi um empresário de atletas de sucesso fazendo muitos negócios com o México.

Segundo ele próprio, foi o pioneiro ao empresariar jogadores de futebol no litoral paulista. Entre 2010 e 2013, viajou por mais de 20 países.

Em nota oficial, o Guarani, onde Alexandre Bueno ganhou destaque entre 1973 e 1975, se solidarizou com familiares e amigos:

"Com profundo pesar, o Guarani Futebol Clube informa e lamenta o falecimento do ex-meia Alexandre Bueno nesta segunda-feira (06). Alexandre vestiu a camisa do Bugre de 1973 a 1975. O Guarani, por meio de seu Conselho de Administração, externa os sentimentos à família e aos amigos. Descanse em Paz". (Pesquisa: Nilo Dias)


Em 1975 e 1976, Alexandre Bueno atuou no Grêmio, de Porto Alegre.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Os 100 anos do Bauru Atlético Clube

O Bauru Atlético Clube, da cidade paulista de Bauru, conhecido também como “BAC” ou “Baquinho”, completou ontem 100 anos de existência. Foi fundado no dia 1 de maio de 1919, como um clube de futebol. Hoje, não mais pratica o esporte, sendo um clube social e recreativo.

Originalmente seu nome era Luzitana Futebol Clube e o primeiro Presidente foi o benemérito Antônio Garcia, que foi o doador do terreno onde foi erguido o estádio que leva o seu nome e onde o Bauru sediava seus jogos.

Além das conquistas municipais, o BAC obteve relativo destaque na esfera estadual. Em 1937, foi campeão da Liga Sorocabana, torneio a respeito do qual um dos poucos registros existentes é uma montagem com os retratos dos jogadores vencedores da época.

Já em 1942, ainda como Luzitana, o clube chegou à final do Campeonato do Interior, disputado pelos campeões de 24 regiões esportivas do estado de São Paulo.

Campeão da 3ª Região (região de Bauru), o time alviceleste venceu a primeira partida da decisão contra o Taubaté (campeão da 24ª Região) por 4 X 0, em Bauru.

Dado como campeão pela torcida e imprensa local, o Luzitana foi jogar a partida de volta na casa do adversário, uma semana depois, com imensa vantagem, mas sofreu um inacreditável revés de 7 X 0, tendo de amargar o vice.

Para piorar, os baqueanos viram seu arquirrival Noroeste trazendo o primeiro título do Interior para o futebol de Bauru já no ano seguinte, em final disputada contra o tradicional Guarani no Pacaembu.

No início de 1947, entretanto, o sonhado título interiorano veio (válido pelo campeonato de 1946), em goleada por 4 X 1 contra o Cruzeiro, da cidade de mesmo nome (localizada no Vale do Paraíba).

Posteriormente, o time de Bauru conquistou o título amador do estado ao vencer o SAMS, campeão da capital, em duas partidas. A vitória por 2 X 0 fora, somada ao empate por 2 X 2 em casa, levou o futebol da cidade ao seu primeiro título estadual.

Vale destacar que, em homenagem ao cinquentenário do município, buscando ainda maior identificação com a população, o Luzitana já havia se tornado BAC meses antes (a mudança de nome veio justamente no dia do aniversário de 50 anos de Bauru, em 1º de agosto de 1946).

Nos tempos de futebol, ao todo o Bauru participou de 13 edições do Campeonato Paulista. Segunda Divisão, atual A-2, em sete vezes (1948 - 1949 - 1950 - 1951 - 1952 - 1953 e 1954); Terceira Divisão, atual A-3, com seis participações (1963 - 1964 - 1965 - 1966 – 1967 e- 1968).

O Bauru entrou para a história do futebol brasileiro e mundial por ter sido o clube onde Édson Arantes de Nascimento, o grande “Pelé”, o melhor jogador de futebol de todos os tempos,  começou a sua carreira

Pelé e seu pai “Dondinho” usavam as dependências do BAC, nas décadas de 1940 e 1950. Vestiu sua camisa pela primeira vez em 1954, não demorando a se destacar junto com seus companheiros.

No campeonato da Liga Bauruense de 1954, a equipe disputou 33 partidas e marcou 148 gols, uma média de 4,5 por jogo, levantando a taça com seis rodadas de antecipação.

Embora nunca tenha jogado fora do país, ao contrário do rival Noroeste, o BAC conseguiu grandes feitos contra equipes estrangeiras: venceu por 6 X 0 um adversário polonês e por 8 X 2 o argentino Atlanta, ambos em seu campo.

O Atlanta estava excursionando pelo país e havia acabado de bater o São Paulo por 1 X 0, em amistoso, no Pacaembu. A extraordinária goleada às vésperas do Natal (23 de dezembro) de 1951 fez com que o nome de Bauru ganhasse repercussão internacional.

Aquele time do BAC ficou conhecido como “Esquadrão da Primavera”, marcando época. Mesmo assim, não foi capaz de levar o clube à elite estadual.

Outra vitória inesquecível ocorreu no dia 22 de novembro de 1942, quando o então Lusitana, vice-campeão do interior semanas antes, convidou a Seleção do Mato Grosso para um amistoso em Bauru e fez incríveis 10 X  no adversário.

O maior rival do BAC foi o Noroeste, hoje o único clube profissional da cidade de Bauru. Quando o BAC ainda se chamava Luzitana (ou Lusitana), o clássico era conhecido como NO-LU e dividia a cidade em azul (do BAC) e vermelho (do Noroeste).

O BAC/Lusitana era o alviceleste, enquanto o Noroeste era o alvirrubro. Uma prova da força das duas equipes é que, dos primeiros 14 Campeonatos Bauruenses, realizados entre 1931 e 1946, os rivais só deixaram de conquistar a taça em duas ocasiões, com seis títulos para cada um e várias finais disputadas entre eles.

Até o surgimento do Lusitana, em 1919, somente o Smart fazia frente ao Noroeste em Bauru. Foi então que, na estreia de sua camisa azul e branca, no mesmo ano, o clube recém-fundado resolveu aprontar: enfrentou um combinado Smart-Noroeste e goleou por implacáveis 9 X 3.

Era o cartão de visitas do time que, anos mais tarde, encantaria os bauruenses e faria grandes clássicos contra o eterno rival.

O Noroeste é um clube que surgiu da ferrovia e para os ferroviários. Uma relação íntima com uma categoria fundamental para o crescimento de Bauru.

Mas, inicialmente, era uma identificação com apenas um segmento dos bauruenses. Quando o Bauru Atlético Clube estava ativo, não eram poucos os que afirmavam que o clube da cidade era o BAC, enquanto o “Norusca” era o “time dos ferroviários”.

Apesar da grande rivalidade, no dia do cinquentenário de Bauru (1° de agosto de 1946), BAC e Noroeste se uniram para receber o Corinthians em jogo festivo, como parte das comemorações pela data.

A vitória da equipe da capital por 5 X 2, porém, não atrapalhou a festa: afinal, nesse dia, o antigo Luzitana dava lugar ao eterno Bauru Atlético Clube, uma vez que ter a cidade no nome significaria maior identificação do clube com o município, e não somente com a colônia lusitana de Bauru. Foi uma pausa nos confrontos dos dois rivais para unir a cidade em uma só torcida.

Das dezenas de jogos entre Bauru e Noroeste, pode ser destacado um pela Segunda Divisão (atual A-2) do estado, em 1950, vencido pelo Bauru por 1 X 0.

A partida ocorreu nos mesmos dia e hora do “Maracanaço”. E as coincidências não param por aí: o gol do BAC foi marcado, praticamente, ao mesmo tempo em que Ghiggia virava a partida para o Uruguai no Maracanã.

Os baqueanos presentes ao “Estádio Antônio Garcia” que ouviam a virada uruguaia pelo rádio se dividiam entre a alegria e a tristeza, enquanto os noroestinos lamentavam duplamente.

Além do embate histórico de 1950, também merecem menção as duas partidas pela primeira fase da “Segunda Divisão” de 1953, ambas vencidas pelo alvirrubro: 3 X 1, de virada, no primeiro turno da competição, e 4 X 3, em pleno campo do BAC, no segundo turno.

Ao final dessa fase, o Noroeste se classificou em primeiro do grupo, com 15 pontos, enquanto o Bauru terminou com apenas 1 ponto, na última colocação da chave.

Posteriormente, o “Norusca” acabou conquistando o título do certame e o acesso para a elite pela primeira vez. Esse foi o último ano em que os rivais bauruenses estiveram na mesma divisão do “Paulistão”.

Em setembro de 1970, Bauru viu seu derradeiro dérbi, com um BAC já em baixa perdendo por 3 X 0 para o Noroeste em amistoso comemorativo aos 60 anos do rival. Nesse mesmo mês, o time alvirrubro, tal qual em 1953, conquistou o título da “Segunda Divisão” (feito ainda repetido em 1984).

Durante décadas, o BAC, organizou shows com os maiores nomes da música brasileira. Nélson Gonçalves, Emilinha Borba, Agnado Rayol, Roberto Carlos, Jamelão entre outros. O Carnaval do BAC traz saudades pela sua movimentação e grandiosidade. As piscinas inauguradas no começo dos anos 70 foram outro ponto marcante.

No final da década de 90, o clube começou a perder os associados por diversas razões, culminado em 2006 com a venda da Sede Social para a Rede de Supermercadista Tauste. O supermercado homenageou o clube com um painel que está imortalizado em suas paredes externas.


Depois do futebol, o vôlei foi o esporte mais tradicional no BAC. Foram inúmeras disputas em Jogos Regionais e em Jogos Abertos, tanto no masculino quanto no feminino, ao longo de décadas.

O ápice, no entanto, veio com as mulheres, no final da década de 90. Com o nome de BAC/Preve, a equipe feminina debutou na Divisão Especial do Campeonato Paulista em 1999, terminando o torneio na sétima colocação.

No Campeonato Paulista de 2000, sob a denominação BAC/Preve/Jopema, o time alcançou os playoffs, mas parou nas quartas de final, ao ser derrotado por 2 X 0 na série melhor de três pelo São Caetano.

Na classificação final, o BAC ficou com o sexto lugar. Nos anos seguintes, o Bauru não disputou o Campeonato Paulista, mas permaneceu em atividade disputando o Campeonato da Associação Pró-Voleibol (APV), Jogos Regionais e Abertos, além do Campeonato Paulista da Primeira Divisão (considerado o torneio de acesso à elite), competição em que foi pentacampeão.

Apesar de ter ganhado cinco vezes a divisão de acesso, o BAC disputou a elite em apenas duas oportunidades, por não conseguir reunir recursos financeiros que permitissem à equipe bater de frente com os principais times do estado de São Paulo.


O voleibol no clube foi perdendo força após a morte do presidente Pedro Macéa, até o departamento acabar sendo desativado.

O Clube, enquanto instituição sobrevive com sua sede de campo, onde a população de Bauru e região pode desfrutar de piscinas, campos de futebol society e um parque de esporte radical para a prática de arvorismo. 

Troféus conquistados: 3 Copas Iniciação; 7 Torneios de Bauru; 1 Taça José Ermínio de Morais; 1 Copa Interior de São Paulo e 5 Estaduais Quadrangular A-3. (Pesquisa: Nilo Dias)


Uma das últimas formações do time de futebol do Bauru Atlético Clube, onde Pelé começou a carreira.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

O adeus a botafoguense Beth Carvalho

A música brasileira está de luto e o futebol também, com o falecimento ocorrido ontem (30), da querida e grande cantora Beth Carvalho, a “madrinha do samba”, aos 72 anos de idade.

Beth Carvalho, botafoguense assumida, morreu às 17h33min, no “Hospital Pró-Cardíaco”, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde estava internada desde 8 de janeiro.

A artista foi vítima de infecção generalizada (sepse, também conhecida como septicemia), segundo nota divulgada depois das 19h pela unidade de saúde.

Havia pelo menos 10 anos, que Beth Carvalho estava com problemas de coluna. Em 2012 ela fez uma cirurgia, mas o problema persistiu. Por conta disso, no ano passado a cantora fez um show no Rio deitada em um sofá.

Ela iria se apresentar em 5 de maio, dia em que completaria 73 anos, no “Vivo Rio”, no Rio de Janeiro, mas nesta segunda-feira, o show foi cancelado por recomendação médica.

O corpo da cantora e compositora, será velado no Salão Nobre da sede do Botafogo, time do coração da sambista, na Zona Sul carioca, das 10h às 16h desta quarta-feira. Após o velório, a sambista será cremada no "Crematório do Caju", Zona Norte do Rio.

Vinda da Zona Sul carioca, Beth Carvalho entrou para a história como a grande madrinha do samba. Nascida em 5 de maio de 1946, em uma família de classe média, ela teve contato com o samba desde pequena. 

Aos oito anos de idade já se maravilhava com as gravações de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida. Ainda menina, ao assistir ao desfile das escolas de samba, encontrou outro amor definitivo: a "Estação Primeira de Mangueira". 

Seu grande sonho era ser bailarina, ao qual dedicou muitos anos de sua juventude. Na adolescência, inspirada pela bossa nova, começou a tocar violão e virou professora de música. Beth mergulhou fundo no samba, rompendo barreiras e dando voz a gênios esquecidos.

Passou a gravar sambas-enredo numa época em que apenas homens o faziam. E aproximou-se de dois grandes gênios de sua "Estação Primeira": Cartola e Nelson Cavaquinho, assumindo o papel de madrinha. 

Gravou sucessos como "Vou Festejar" e "Coisinha do Pai" --esta, muitos anos depois, utilizada para acordar um robô em Marte. E o Brasil passou a conhecer talentos como Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Bira Presidente, Ubirany, Zeca Pagodinho.

Poucos brasileiros desconhecem as preferências de Beth Carvalho. De um lado, seu coração é verde e rosa; do outro, preto e branco. Embora ela tenha sido enxotada de um carro alegórico da "Mangueira", em desfile de Carnaval, não deixou de amar a escola.

Ela, que sempre foi uma das figuras históricas da verde e rosa, havia pedido para sair no carro, pois não tinha condições físicas de atravessar a avenida a pé;Mas um diretor da escola entendeu que aquele não era o ligar dela. Além de Beth, toda uma ala da comunidade mangueirense viu-se banida do desfile, sem maiores explicações.

E no futebol teve participação importante. A maioria, no entanto, não sabe que Garrincha, Didi e Nilton Santos surgiram na sua vida antes de Nelson Cavaquinho, Cartola e Nelson Sargento.

Ela era botafoguense de berço. Antes da paixão pela “Mangueira”, surgiu a alvinegra. Pai, mãe, irmã mais velha, todos em casa já carregavam no peito a “Estrela Solitária”.

Antes disso, já tinha visto a “folha-seca” de Didi e se empolgado com os dribles de Garrincha. Depois foi a vez de Jairzinho, Paulo Cesar Caju, Marinho Bruxa, Afonsinho e outros jogadores que se tornaram seus amigos nos encontros no “Cacique de Ramos”.

Com os anos, Beth descobriu papel invertido nessa relação com os craques da bola. Fã confessa da habilidade e classe de Nilton Santos, soube, quando o conheceu, que era ídolo do ídolo.

O jogo mais marcante que ela dizia ter visto, foi o do gol do Túlio, no primeiro “Brasileirão” conquistado pelo Botafogo, em 1995, naquela partida contra o Santos, em São Paulo. Na verdade, era o segundo título, porque foi reconhecido aquele de 1968.

Mas na época, para todos os efeitos, era como se fosse o primeiro. E ainda teve a história do gol de impedimento, que é reclamado até hoje. O Túlio foi uma maravilha, arrasou. E virou ídolo da cantora.

Depois desse “Brasileirão”, teve um aniversário dela em que Túlio apareceu de surpresa. Aquele time era muito bom. Tinha ainda o Gottardo, o Gonçalves, o Donizete, disse Beth, em sua casa, na “Barra”.

De fato, até hoje torcedores do Santos se queixam da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas no empate por 1 X 1 entre Santos e Botafogo, dia 17 de dezembro de 1995, no Pacaembu.

Após vencer no Maracanã a primeira partida, por 2 X 1 - gols de Túlio e Gottardo -, o Botafogo foi a São Paulo precisando do empate para sair de lá com o título. Conseguiu o resultado e a taça.

Uma das partidas que Beth presenciou no Maracanã e não esqueceu foi a polêmica derrota para o Fluminense por 1 X 0 na final do Campeonato Carioca de 1971.

O gol decisivo de Lula aos 43 minutos do segundo tempo, num lance em que todos os alvinegros reclamam até hoje de falta do lateral tricolor Marco Antônio no goleiro Ubirajara Motta, transformou o árbitro José Marçal Filho em um dos maiores vilões da história do Botafogo.

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Beth estava nesse jogo. Ali nas cadeiras comuns do Maracanã, onde ficava todo mundo misturado. Tinha uns tricolores ali, ninguém comemorou.

Beth chorando, e ninguém vibrando na sua frente. E tinha criança... Naquele dia, ela ficou arrasada, com raiva do Marco Antônio... Ele frequentava o “Cacique de Ramos”. Essa turma toda ia lá. Jairzinho, Paulo Cezar Caju, Afonsinho, Marinho Bruxa...

Tinha também o Alcir, do Vasco, o Renê, um negro que ela achava bonito. E o Edson, que virou até seu marido depois. Todos jogavam futebol de salão, tem uma quadra no “Cacique”, agora coberta.

A maioria dos amigos de Beth eram Flamengo. Tinha um amigão botafoguense, o seu cunhado, que é fanático, vai a todos os jogos do Botafogo, inclusive no interior. Então, ela tinha companhia para ir ver o Botafogo.

Com Beth Carvalho, não adianta: futebol e samba seguiam juntos. Num pulo até 1989, ela lembra de outro dia de Maracanã com casamento perfeito das duas maiores paixões brasileiras.

Outra partida com arbitragem polêmica que se tornou marcante para a “Madrinha do Samba” foi a vitória do Botafogo sobre o Flamengo por 1 X 0, na decisão do “Carioca”, no dia 18 de junho, que  pôs fim ao jejum de 21 anos sem títulos.

O gol de Maurício, aos 12 minutos do segundo tempo, até hoje provoca discussão com os rubro-negros, que reclamam de um empurrão do camisa 7 no lateral Leonardo no lance decisivo. Mas a melhor lembrança foi uma certa música...

A partida prematura de Beth Carvalho deixa uma lacuna nos apaixonados pela música brasileira, mas a “Madrinha do Samba”, coisa tão bonitinha do pai, está eternizada em canções como “Andanças”. Afinal quem nunca soltou a voz nessa música presente em toda boa roda de violão que se preze.

Botafoguense de frequentar o estádio, Beth acabou se tornando madrinha do Atlético Mineiro, que adotou a música “Vou Festejar” como um segundo hino. Em 2006, inclusive, ela participou da festa do retorno do “Galo” à primeira divisão, cantando a música em um Mineirão lotado.

Músicos, amigos, celebridades, políticos, entre muitos outros fãs, usaram as redes sociais para homenagear a sambista Beth Carvalho.

Caetano Veloso: “Uma das maiores maravilhas do Brasil. Eu a conheci logo que cheguei ao Rio com Bethânia. Ela muito menina cantando Bossa Nova, depois se tornou a madrinha do renascimento do samba de raiz do Rio de Janeiro. É uma das maiores expressões da nossa cultura. Eu tenho saudade dela”.

A "Estação Primeira de Mangueira" prestou homenagem a Beth Carvalho logo após o anúncio da morte da cantora, que há 50 anos desfilava pela escola de samba carioca. 

"Com muita tristeza no coração informamos a toda nação verde e rosa que nossa madrinha, Beth Carvalho, nos deixou essa tarde e foi para o andar de cima levar sua alegria junto aos mangueirenses Cartola, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Jamelão entre outros bambas do samba. Um dos mais importantes nomes do samba e voz que cantava com alma as cores de nosso pavilhão".

Marcelo D2: “Beth Carvalho talvez tenha sido a primeira grande artista que eu vi meus pais ouvindo em casa ... Vai deixar saudade, mas sua obra fica . Quem se perdeu do amor humano é como tesoura cega, não tem mais direito ao pano Obrigado Beth”.

Maria Ritao: “Fico profundamente triste com essa notícia, porque egoisticamente a gente fica com essa imagem sua sendo nossa... Eu só busco lembrar que você fez o que sempre amou e foi fazendo até o fim, com muita garra e muita paixão”.

E sempre fez por merecer o título de madrinha do samba trazendo compositores, músicos, novos interpretes, novos nomes. Pra luz, pra frente, pra cima. É um merecido descanso.

Leandro Karnal: “Ela foi talentosa, brasileira ao extremo, cheia de vida e de criatividade. Beth Carvalho nos deixou hoje. As cantoras brasileiras são uma preciosidade única e Beth era uma jóia cintilante na cultura da música do meu país”.

Elza Soares: “O samba está de luto! O samba perde a sua grande intérprete! Com muita dor no coração que eu falo assim, mas Deus sabe o que faz, a gente não sabe o que fala. Que vá com Deus e com os anjos. São os meus sentimentos”.

Zeca Camargo: “Eu cheguei a pensar em comprar os ingressos para ver Beth Carvalho agora no começo de maio - o que seria um grande retorno dela. E hoje, a notícia de sua morte.

Fiquei sem me despedir, mas a força da sua música e o poder do seu samba estão aí pra quem quiser ver - e vão ficar por muito tempo. Porque o som de Beth Carvalho é o da paixão. Pela Mangueira, pelo samba, pelo Brasil. Obrigado, Beth”.

Daniela Mercury: “A extraordinária Beth Carvalho se foi. Minha inspiração, minha amiga: você é o samba que nos inspira a resistir, que canta o Brasil mais profundo.

Com você vai um pouco de mim, de nós, do Brasil. Conosco fica a sua voz, a sua luta, a sua música. Tudo é eterno na sua arte. Estou imensamente triste com sua partida. Te amo! #BethCarvalho #RIP #saudade #”.

Exatamente 6 dias atrás ela me ligou, isso mesmo, a MADRINHA DO SAMBA me ligou me convidando pra cantar no show dela no dia 5. Combinamos a música e eu estava desde então com dificuldades pra dormir de tão ansioso em poder cantar com ela pela primeira vez. E Arlindinho, filho de Arlindo Cruz: “Exatamente 6 dias atrás ela me ligou, isso mesmo, a MADRINHA DO SAMBA me ligou me convidando para cantar no show dela no dia 5.

Combinamos a música e eu estava desde então com dificuldades pra dormir de tão ansioso em poder cantar com ela pela primeira vez. E agora? Ainda estou em choque.

Ela perguntou do meu pai. Falamos sobre homenagear ele, enfim... Descanse em paz, e obrigado por lembrar de mim isso me dará muita força pra seguir com a bandeira do SAMBA. Eternamente te amarei BETH CARVALHO”.

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro: “Lamento profundamente a morte de Beth Carvalho, uma das melhores e mais importantes cantoras do nosso país. Seus sambas embalaram da minha infância até os dias de hoje.

Na sua longa e bem-sucedida carreira musical, essa grande intérprete do samba carioca reuniu, ao longo de cinco décadas, fãs de todas as idades, unindo o país em torno da beleza da sua voz e das suas canções.

O Estado do Rio de Janeiro hoje ficou mais triste. Compartilho a dor de todos os admiradores e me solidarizo com os familiares e amigos, em comunicado oficial”.

Gilberto Gil: “Lamentamos a irreparável perda de Beth Carvalho. Madrinha do samba e referência para tantos artistas, fará muita falta nos palcos e na vida de todos nós”.

Filha de Beth Carvalho, Luana, postou duas homenagens à sua mãe, em forma de foto. A cantora usou seu Instagram para compartilhar uma imagem da sua infância e também para mostrar um registro da madrinha do samba, que morreu ontem, aos 72 anos, com sua neta. 

No início da madrugada, Luana Carvalho postou uma imagem em que aparece ainda menina, olhando para uma jovem Beth, ambas com olhar de admiração. "Dia do trabalhador", legendou Luana, citando o feriado de hoje, "Dia do Trabalho".

Beth Carvalho não deixa órfãos apenas no samba, na “Mangueira” e nas torcidas de futebol. Exemplo de dignidade, vai fazer muita falta para o país. (Pesquisa: Nilo Dias)


terça-feira, 30 de abril de 2019

A morte de Rodrigues Neto

O futebol brasileiro começou a semana mais triste. Morreu nesta segunda-feira (29), Rodrigues Neto, ex-lateral-esquerdo do Flamengo, Fluminense, Botafogo e Internacional, de Porto Alegre, aos 69 anos.

Sua morte teria sido ocasionada por uma trombose. Sofria de diabetes e estava internado no Hospital Bonsucesso na Zona Norte do Rio de Janeiro.

José Rodrigues Neto nasceu no município de Central de Minas (MG), em 1 de dezembro de 1949. Algumas publicações registram seu nascimento no dia 6 de dezembro de 1949, em Vitória (ES).

O pai era dono de uma sapataria e de uma pequena lavoura, o suficiente para cuidar da família numerosa e ainda patrocinar os gostos e aventuras do filho Rodrigues Neto com o futebol.

O jovem mineiro começou sua trajetória no Vitória Futebol Clube (ES). Seu futebol foi descoberto por olheiros do Flamengo em um amistoso do Vitória diante do Fluminense.

Na ocasião, Rodrigues Neto jogou apenas 20 minutos e encheu os olhos dos representantes do time da Gávea.

Contudo, o interesse do clube carioca só foi confirmado depois, quando um massagista conhecido pelo nome de “Mineiro” encaminhou Rodrigues Neto aos quadros amadores do Flamengo em 1966.

No ano seguinte assinou seu primeiro compromisso profissional. Ainda timidamente, Rodrigues Neto foi conquistando alguma credibilidade quando era aproveitado no decorrer de alguns compromissos.

Jogador de grande mobilidade, sua facilidade para apoiar o ataque era tão evidente que seu futebol foi aproveitado pela ponta esquerda em algumas partidas.

Em 1972 foi convocado para a Seleção Brasileira, quando ainda defendia o Flamengo, fazendo parte do grupo que conquistou a “Taça Independência”, competição disputada em nosso país.

Rodrigues Neto participou também da excursão "Canarinho" aos gramados da Europa em 1973, mas acabou cortado pelo médico Lídio Toledo em razão de um suposto problema na coluna.

Decepcionado, Rodrigues Neto nunca esqueceu o corte do escrete. Guardou mágoas e muito descrédito em relação ao trabalho do Departamento Médico.

A revista “Placar” de 29 de junho de 1973 também lançou dúvidas sobre os verdadeiros motivos de sua dispensa, inclusive apontando uma suposta preferência do técnico Zagallo pelo futebol de Marinho Chagas.

Em nota nas redes sociais, o Flamengo, clube no qual Rodrigues Neto atuou por 435 partidas, com 211 vitórias, 122 empates e 102 derrotas, 29 gols marcados e 12 títulos conquistados, lamentou a morte do jogador.

"Com imenso pesar, informamos o falecimento de Rodrigues Neto, um dos maiores jogadores da história do Flamengo. O lateral-esquerdo defendeu o Rubro-Negro entre 1967 e 1975 e brilhou, conquistando títulos importantes como os Cariocas de 1972 e 1974."

Rodrigues Neto inaugurou a “era” de laterais esquerdos destros do Flamengo, que teve Júnior como o grande expoente. Como Júnior, originalmente lateral direito, Rodrigues Neto era jogador de meio campo que foi deslocado para a lateral.

Era duríssimo na marcação e quando subia ao ataque virava mais um atacante. Tinha a característica de vir pela lateral e, na entrada da área caía para o meio e soltava a bomba de perna direita.

Cansou de fazer gols assim, o chute era potente e certeiro. Um grande nome que o Flamengo teve, e tantos gols importantes fez que virou ídolo.

Em 1976, Rodrigues Neto foi jogar no Fluminense, time no qual fez parte da "Máquina", ao lado de craques como Carlos Alberto Torres, Rivellino e Paulo César Caju.

O lateral afirmou que além do salário, também recebeu do Fluminense 185 mil cruzeiros em premiações no período de apenas 12 meses. Muito mais do que recebeu em quase 10 anos de serviços prestados ao Flamengo.

Rodrigues Neto permaneceu nas "Laranjeiras" até o findar da temporada de 1977, quando foi negociado com o Botafogo de Futebol e Regatas.

"O Fluminense lamenta o falecimento de Rodrigues Neto, lateral da "Máquina Tricolor" e "Campeão do Carioca", do "Torneio Viña del Mar" e do "Torneio de Paris", todos em 1976. O clube presta solidariedade aos familiares e amigos do ex-jogador", escreveu no Twitter o clube das "Laranjeiras".

Em 1978, Rodrigues Neto serviu a "Seleção Brasileira" na "Copa do Mundo da Argentina", na qual participou de quatro jogos na campanha invicta da equipe do técnico Cláudio Coutinho, terceira colocada no "Mundial".

Ele era jogador do Botafogo. "Nota de Pesar: Clube lamenta o falecimento do ex-jogador Rodrigues Neto, uma das 47 convocações alvinegras para a "Seleção Brasileira" em "Copas do Mundo". Disputou a Copa de 1978", lembrou o clube de "General Severiano".

Pela "Seleção Brasileira", Rodrigues Neto realizou um total de 19 partidas com 12 vitórias, 6 derrotas e 1 empate. Os registros foram publicados pelo livro “Seleção Brasileira 90 anos”, dos autores Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Rodrigues Neto também jogou pelo Internacional nos anos 1980. "O Inter lamenta com profundo pesar o falecimento de Rodrigues Neto, aos 69 anos.

O lateral-esquerdo defendeu a camisa colorada nas temporadas de 1981 e 1982, quando conquistou o bicampeonato gaúcho. Um tanto gordinho e calvo, o experiente Rodrigues Neto impressionou o preparador Gilberto Tim com seu condicionamento físico, apesar de já ser considerado um veterano.

“Desejamos força aos amigos e familiares", homenageou o clube gaúcho.

Jogador de bom vigor físico e irreverência, Rodrigues Neto encerrou a carreira no São Cristóvão, do Rio de Janeiro. Passou também por Ferro Carril Oeste e Boca Juniors, ambos da Argentina, além de atuar no futebol de Hong Kong.

Na Argentina, o lateral ficou conhecido como “El-Negrito”. Com muito prestígio, Rodrigues Neto morava em um amplo e confortável apartamento na “Calle Campichuelo”.

Chegou a ser treinador do Moto Club, São Bento e dos juvenis do Fluminense. (Pesquisa: Nilo Dias)

Rodrigues Neto, quando jogava no Internacional, de Porto Alegre. 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

A morte do "Flexa Loira"

Morreu na última quinta-feira, 25, o ex-jogador Dirceu Krüger, um dos maiores ídolos da história do Coritiba, aos 74 anos completados no último dia 11. Ele nasceu no dia 11 de abril de 1945 e ultimamente trabalhava na área administrativa do clube.

De acordo com o diário “A Tribuna”, ele passou por uma cirurgia no último dia 13, em razão de uma obstrução intestinal, e recebeu alta, mas voltou ao hospital na quarta-feira 24 e não resistiu a complicações de saúde. O ex-meio-campista sofria com complicações intestinais desde os anos 70, após um choque durante um jogo.

Descendente de alemães e poloneses, começou a torcer pelo "Coxa" ainda criança. Começou a carreira no futebol amador de Curitiba, defendendo o União Ahú e o Combate Barreirinha. No entanto, o início da carreira profissional foi em um outro clube da cidade: o extinto Britânia, em 1963.

Em 1964, o Britânia venceu o chamado "trio de ferro" da capital - Coritiba, Atlético Paranaense e o atual Paraná, pelo mesmo placar de 2 X 1. Dirceu Krüger marcou os seis gols dos jogos.

Não demorou para que a diretoria do Coxa desembolsasse 20 milhões de cruzeiros para contratar o meia e o lateral Antero. O acerto foi assinado no dia 24 de fevereiro de 1966.

Apelidado de ”Flecha Loira”, pelo jornalista esportivo Albenir Amatuzzi, pela velocidade, pelos passes milimétricos e pela facilidade com que passava pelos adversários e ainda pela elegância, Dirceu Krüger estreou no Coritiba em 1966 e marcou 58 gols em 252 jogos com a camisa verde e branca.

Krüger foi destaque na época áurea do Coritiba, quando enfileirou taças do “Paranaense” e o “Torneio do Povo” em 1973, competição nacional organizada pela CBD e que reuniu os clubes de maior torcida na época em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná.

Em 1970, Krüger quase morreu após um jogo pelo Coritiba. Era 11 de abril, dia em que o jogador completava 25 anos. Em uma partida contra o Água Verde, o jogador dividiu com o goleiro Leopoldo, que o acertou violentamente na região do intestino.

O grave ferimento fez com que Krüger fosse internado por 70 dias, com o órgão danificado a ponto de ter até recebido a extrema-unção, rito católico para enfermos. Ele sobreviveu e voltou a atuar até se aposentar. 


Voltou aos gramados em uma excursão à Argélia, onde diz ter marcado o gol mais bonito da carreira. Em 1972, recebeu a “Fita Azul” por permanecer invicto em amistosos no exterior.

Kruger carregou a marca de nunca ter sido expulso. Encerrou a carreira aos 31 anos de idade.

Ele teve 54 anos de sua vida dedicados ao clube paranaense. Além de jogador, foi auxiliar técnico, treinador do time e chegou a assumir funções administrativas, além de ter sido responsável pelas categorias de base.

Em 1979, fez sua primeira partida como técnico. Um dos jogos em que esteve no comando foi o 0 X 0 com o Goiás no “Couto Pereira”, na caminhada do Coritiba pelo título brasileiro de 1985, durante a troca de Dino Sani por Ênio Andrade.

Ajudou o Coritiba nas conquistas do Campeonato Paranaense em 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975 e foi auxiliar técnico de Ênio Andrade no título do Campeonato Brasileiro de 1985.

Comandou o time principal em 185 partidas, a maioria das vezes como interino. Só teve uma chance como técnico efetivo em 1997, comandando a equipe no "Campeonato Paranaense".

A idolatria era tanta que o "Flecha Loira" foi homenageado em vida com uma estátua erguida em 2016 com a iniciativa dos torcedores, que arrecadaram dinheiro para a construção do busto colocado em frente ao "Estádio Couto Pereira", onde torcedores se reuniram após a morte do ídolo.

A última aparição pública do ídolo coxa-branca foi na final do segundo turno do "Campeonato Paranaense", a “Taça Dirceu Krüger”, quando entregou o troféu de campeão ao time de aspirantes do Atlético Paranaense, que venceu exatamente o Coritiba na decisão.

Mesmo com o nome historicamente ligado ao rival, foi respeitosamente aplaudido pela torcida rubro-negra na "Arena da Baixada".

A despedida do Dirceu Krüger rendeu homenagens de atletas e ex-atletas de relevância na história do Coritiba. "Seu Krüger, descanse em paz. Obrigado por todos os ensinamentos", declarou o lateral Rafinha, hoje no Bayern de Munique, da Alemanha, e que trabalhou com Dirceu.

"Muita luz à família "Coxa-Branca!".. descanse em paz, Flecha", escreveu Alex em seu perfil no Twitter. Tcheco e Pachequinho também prestarem condolências a família de Krüger.

"Um craque como poucos. Foi uma marca, sem dúvida alguma. Um jogador extraordinário, mas principalmente pelo caráter, conquistou a simpatia de todos e até o respeito do adversário", comentou o jornalista e narrador esportivo Carneiro Neto, que acompanhou a carreira do "Flecha Loira", apelido que ganhou pela mobilidade em campo.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o prefeito de Curitiba Rafael Greca, e o governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, também o homenagearam, bem como os rivais do Coritiba, Paraná e Atlético Paranaense, além de outros clubes, como o Santos.

O Coritiba decidiu fazer mais uma homenagem ao ídolo Dirceu Krüger. A partida da equipe, hoje a noite, 20 horas, no “Couto Pereira”, pelo “Campeonato Brasileiro da Série B”, não terá cobrança de ingressos. Para garantir acesso, o torcedor precisou fazer um cadastro no site ou na loja oficial do clube.

Como o regulamento da Série B não permite portões abertos e também estipula um preço mínimo de R$ 20 para os ingressos, o Coritiba vai custear as entradas.

Para o historiador coxa-branca Guilherme Straube, Krüger foi o maior ídolo do clube por diversos fatores. Estreou contra o Grêmio de Porto Alegre já marcando gol, ao driblar o zagueiro Airton "Pavilhão".

Jogador extremamente inteligente e rápido, e por isso o apelido "'Flecha Loira", era parado pelos adversários apenas na base da violência. Ele fez o gol da vitória na decisão de 1972 contra o Atlético e ajudou o clube a tornar-se pentacampeão regional.

Como treinador das categorias de base, Krüger acompanhou e ajudou a formar todas as gerações de atletas que foram criadas no clube, a partir da década de 1980. Em 2016, a torcida coritibana reuniu-se e financiou a construção de uma estátua de Krüger, em frente ao "Estádio Couto Pereira".

Dificilmente alguém, algum dia, conseguirá fazer pelo Coritiba, o que fez o eterno “Flecha Loira." Na carreira, Krüger não aceitou jogar por outros clubes que não o Coritiba desde que assinou contrato.

Em 1971, o Vasco procurou o time alviverde para levar Krüger, mas acabou contratando Kosilek, que fazia dupla com ele. Criou-se então a lenda de que o “Chinês”, apelido do presidente Evangelino Neves, teria ludibriado o Vasco.

Na verdade, o presidente Evangelino Neves não deixou Krüger aceitar os convites que teve do Flamengo, Corinthians e de outros. Falava-se que o Kosilek foi para o Vasco da Gama confundido com o Krüger.

Mas isso não é verdade, é uma lenda. O Kosilek também era um ótimo jogador, e o Vasco sabia que o Coritiba não ia deixar o Krüger sair, contou Carneiro Neto. Krüger deixou a esposa, dois filhos, uma neta e toda a torcida coxa-branca. (Pesquisa: Nilo Dias)



sexta-feira, 26 de abril de 2019

O Rio Preto agora é centenário

O Rio Preto Esporte Clube, da cidade de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo e mais conhecido somente por Rio Preto, é mais uma agremiação esportiva a integrar a galeria dos clubes centenários do futebol brasileiro.

Foi fundado em 21 de abril de 1919 por um grupo de jovens: professor Atílio Onibeni, Francisco de Almeida Viegas (Pacheco), Gabriel Camarero, Francisco Laurito, José Bueno (Juca Bueno), João Jorge (João da Pinta), Francisco Fusco e José Zanirato “Bepe”.

Quando da fundação havia na cidade, uma agremiação conhecida apenas por “Esporte Clube”, composta por elementos ligados às firmas comerciais de São José do Rio Preto.

Procuraram então seus diretores e propuseram-lhes a fusão dos dois clubes. Assim, o clube fundado passou a chamar-se Rio Preto Esporte Clube, como homenagem a agremiação extinta.

O primeiro jogo do novo clube foi contra o Clube Atlético Imperial, da cidade de Taquaritinga (SP). Mesmo tendo perdido essa primeira exibição, o Rio Preto não parou de receber convites para jogos.

Logo em seguida surgiu na cidade um concorrente ao Rio Preto Esporte Clube, o Palestra (fundado em 1929). Os dois foram protagonistas do primeiro clássico de Rio Preto.

Com a profissionalização, Rio Preto e Palestra seguiram caminhos distintos. O Palestra ficou no amadorismo e o Rio Preto seguiu sozinho no profissional.

O Rio Preto tem no América Futebol Clube o seu maior rival. Em 1946, existia um time amador em Rio Preto que era imbatível, a Associação dos Bancários.

Neste time jogava Canizza, jogador que desafiava qualquer um a vencer seu time. Alguns esportistas da cidade, liderados pelo engenheiro da “Estrada de Ferro Araraquarense”, Antonio T. Pereira Lima, resolveram fundar um clube de futebol para derrotar o time de Canizza.

Fundado como América Futebol Clube, sua estreia foi contra a Ferroviária, de Araraquara (SP) no antigo campo do Palestra. Mas devido às chuvas, o gramado estava alagado e a diretoria do América solicitou à do Rio Preto o empréstimo de seu estádio.

O pedido foi negado. De fato, os coronéis e doutores do Rio Preto andavam ressabiados com o novo rival. Eles acusavam os americanos de estimular a dissidência de jogadores do Rio Preto para contratá-los em seguida.

E um dos primeiros jogadores a trocar o verde e branco pelo vermelho foi exatamente Benedito Teixeira; o aclamado ex-presidente do América tinha sido ponta-esquerda do Rio Preto.

Os diretores do Rio Preto não externaram à época, mas à boca pequena também se sabe da mágoa por não ter sido o Rio Preto o adversário na estreia do América.

Oficialmente, o clube não emprestou o “Estádio Dr. Vitor Britto Bastos” alegando que o jogo danificaria o campo, encharcado depois das chuvas. Começava ali uma das maiores rivalidades do Estado de São Paulo.

América e Rio Preto fazem um clássico curioso: os confrontos entre ambos são escassos. Uma das equipes mais antigas do interior paulista, o Rio Preto disputou em 2008 pela primeira vez a Série A1. Já o América fundado bem mais tarde, passou quase toda sua vida na divisão maior de São Paulo.

Outro fato curioso: ambas as equipes subiram de divisão no mesmo ano em duas oportunidades. Em 1963 o América subiu para a 1º divisão e o Rio Preto para a 2º, fato que se repetiu em 1999.

Mas o mais curioso aconteceu em 2007: O América foi rebaixado para a Série A2 e o Rio Preto promovido para a Série A-1. Este distanciamento, portanto, não faz com que seus torcedores apoiem o time rival. Pelo contrário, quem é América nunca será Rio Preto e vice-versa.

Confrontos entre os dois rivais até hoje: 65 jogos, 33 vitórias do    América, 19 empates e 13 vitórias do Rio Preto.

O último confronto entre eles aconteceu em 29 de janeiro de 2012, 3 X 0 para o Rio Preto, em partida realizada no “Estádio Anísio Haddad”, valido pela 2° rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Atualmente o clube disputa a Série A3 do "Campeonato Paulista" e a "Copa Paulista". É chamado por seus torcedores de “Verdão da Vila Universitária” e “Glorioso”.

O mascote oficial é o “Jacaré”. Criado por Cláudio Malagoli em 1968 quando de um concurso que buscava escolher um mascote para o clube como modo de festejar os 49 anos de fundação da entidade.

Cláudio sagrou-se vencedor e o “Jacaré” acabou sendo adotado como mascote do clube. Tal escolha não poderia ter sido melhor na opinião dos torcedores, que dizer ser o “Jacaré”, o “couro duro do Oeste”.

O Rio Preto é o primeiro clube que se tem notícia de adotar esse animal como mascote, já que uma das regras do concurso era de que não poderia ser imitado o mascote de nenhum clube ou entidade. Hoje o “Jacaré” também é mascote do Brasiliense, do Distrito Federal.

Um dos primeiros problemas enfrentados pelo Rio Preto foi encontrar um local para a prática do futebol. Na tentativa de achar um bom lugar, os dirigentes procuraram os proprietários de terras na cidade, até encontrarem alguém disposto a colaborar.

Foi assim que o coronel. Victor Brito Bastos, numa demonstração de amor às causas esportivas e ainda da simpatia com que recebeu a noticia da fundação da nova agremiação, cedeu graciosamente, extensa faixa de terreno, para que ali pudessem levar adiante os planos então de projetar o nome de Rio Preto.

Dois anos se passaram e o campo foi totalmente cercado com muro de tijolos e arquibancada de madeira. Coube a Bepe Zanirato, construtor da época, esses melhoramentos. O nome do Coronel Victor Brito Bastos, batizou a praça de esportes, em justa homenagem a quem doou o terreno.

A cidade cresceu e sentindo a necessidade de dotar a tradicional agremiação de uma praça de esportes mais completa, em meados de 1965, surgiu o Novo Rio Preto E.C.. Formou-se uma comissão encabeçada pelo desportista Farid Abrão Maluf.

O terreno do “Estádio Coronel Victor Brito Bastos” foi loteado e vendido, e com mais as vendas de títulos patrimoniais, a agremiação comprou uma área de 68 mil e 100 m² (quase três alqueires), pegado ao “Consorcio de Menores,” área localizada na “Vila Universitária”.

O presidente Anísio Haddad trocou uma quantidade de gado com Anésio Vetorazzo, 16 alqueires no Distrito de Engenheiro Schmitt, próximo ao trevo da SP 310.

Mesmo estando em seu nome, destinou-o para ser o futuro Clube de Campo do Rio Preto Esporte Clube. Acreditando em um belo projeto onde seriam vendidos os primeiros 1.000 títulos patrimoniais e pago o terreno, o qual passaria então para o patrimônio do clube. Com o falecimento do presidente no cargo, a área foi para o seu espólio.

Vieram outros presidentes e na gestão do doutor Reinaldo Navarro da Cruz foi transferida a Sede do Clube, da antiga telefonia da família Haddad na Rua Marechal Deodoro para a Galeria Bady Bassitt, esquina da mesma com a Rua Bernardino de Campos no 1º andar, em salões alugados, instalando-se lá a Boate para sócios e convidados, com finalidade de angariar fundos.

No dia 21 de abril de 1968, o novo estádio do Rio Preto foi inaugurado. Devido a colaboração importante na sua construção pela Família Haddad, em especial os senhores Anísio Haddad e Valdemar Haddad, a praça de esportes recebeu a denominação de “Estádio Anísio Haddad”, que foi inclusive um dos grandes presidentes da agremiação.

Recentemente o “Estádio Anísio Haddad” passou por uma grande reforma para se adequar as normas da Federação Paulista de Futebol para receber os jogos da 1° divisão paulista, assim sua capacidade caiu de 35 mil para 18.740 lugares.

A praça de esportes ganhou alojamento completo para atletas, que foi denominado de ex-presidente Ulisses Jamil Cury, novas cadeiras cativas, levantado todo o muro, feito salas, sanitários, etc. e desenvolvidas obras importantes no clube de Campo.

Ainda no mandato do doutor Reinaldo Navarro da Cruz, através de uma Comissão de Vereadores da cidade, presidida pelo doutor Vergílio Dalla Pria Netto e composta pelo professor Eduardo Nicolau e doutor José Eduardo Rodrigues, foi inaugurada a sonhada iluminação do “Estádio Anísio Haddad”.

Iniciou-se então, um projeto para transformar o Rio Preto E.C. em um verdadeiro clube, além do esportivo, social, recreativo e cultural, a construção de um Poliesportivo em 21 de abril de 1988 através de um contrato com a Somar Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Em 1989, com o termino do mandato do doutor Vergílio Dalla Pria Netto, foi eleita por unanimidade do Conselho para presidente a doutora Wayta Ap. Menezes Dalla Pria, primeira mulher presidente do clube na história.

Em 1993, o doutor Vergílio Dalla Pria Netto voltou a presidir o Rio Preto, desenvolvendo após conseguir devolução da área fronteiriça ao estádio na Avenida Faria Lima, a construção do “Iboruna Shopping”, que visava recursos para a independência financeira do futebol, tendo sido inaugurado a primeira âncora em 1 de outubro de 1996.

O Rio Preto é uma das equipes mais tradicionais do interior paulista, tendo passado a maior parte de sua história disputando o Campeonato Paulista da série A2 (Segunda Divisão).

Em 2007, a equipe conquistou o vice-campeonato da categoria, sendo promovido a elite do futebol paulista pela primeira vez em 2008, sendo rebaixado no mesmo ano para a série A2 do “Paulistão”.

Títulos conquistados. Estaduais: Campeão da Série A3 (1963 e 1999). Campanhas de destaque: Vice-campeão da Série A2 (2007); Vice-campeão da Série A3 (1994 e 2016). (Pesquisa: Nilo Dias)

O Rio Preto em 1999.